terça-feira, 4 de novembro de 2008

Minha rua é global

Jornal O Globo manda repórter cobrir grafitagem em Jardim Pernambuco
Por Luiz Felipe Garcez
O “Minha rua tem história” já havia caído na boca do povo, mas ainda não tinha conseguido furar o cerco da mídia. Ainda. Porque no dia da grafitagem em Jardim Pernambuco, a jornalista Aline Costa, 29 anos e um mês de jornal O Globo, foi conhecer o projeto.

Aline, que já entrevistara o cineasta Marcus Vinicius Faustini, o secretário municipal de Cultura e Turismo e mentor da gincana social, foi recebida pelo escritor Julio Ludemir. O escritor explicou os pormenores do “Minha rua tem história”, como as histórias sobre as árvores e as obras. “As árvores nos permitiram descobrir uma Nova Iguaçu mística e as obras nos colocaram em contato com uma cidade determinada, capaz de superar qualquer desafio para construir e reformar suas casas”, explicou ele para a repórter.

Julio Ludemir também falou sobre o aspecto midiático da gincana social, que, mal comparando, é acompanhada pelos nossos blogs da mesma forma como os reality show Big Brother e Ídolos. O conhecimento de um projeto de comunicação envolvendo jovens levou Aline Costa a me fazer diversas perguntas. Gostei de falar para ela sobre a minha participação no grupo de Prados Verdes.

Aline também entrevistou os jovens que participaram da gincana social, que estavam nas imediações da Escola Municipal José Ribeiro Guimarães para participar da oficina de grafite comanda por Dante. Como não poderia deixar de ser, a repórter entrevistou a trupe do BXD Crew.

Aline é moradora de Nova Iguaçu, fez faculdade na Gama Filha e trabalhou em vários jornais da cidade antes de entrar para O Globo, como o Correio da Lavoura e o Hoje. Se ela estava gostando das informações obtidas durante a apuração daquela matéria, ficou ainda mais satisfeita ao saber que este era o projeto no qual trabalhava o seu amigo Anderson Chagas, o Fat, que conheceu na faculdade. Para quem não sabe, Fat foi um dos criadores da Escola Agência de Comunicação.

Aline estava morrendo de pressa, mas, simpática toda vida, não deixou de responder minhas perguntas. Uma das minhas perguntas foi sobre a obrigatoriedade de jornalistas formados em projetos de comunicação, como o nosso. “A mídia tem espaço pra todo mundo e na verdade, precisa disso. A mídia é cada vez mais jovem. É isso que a internet propõe.”

Ela deixou claro que nunca tinha visto nada parecido com o “Minha rua tem história”. Contou também que adorou o projeto e a forma como ele vinha sendo executada.

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